A genialidade da Rockstar e as muitas possibilidades oferecidas pelo GTA V


Para muitas pessoas, a série Grand Theft Auto costuma ser considerada como dona de bons jogos de ação, enquanto que para outras ela é apenas uma excelente forma de causar o caos numa vasta cidade virtual. Já para mim, trata-se de uma ótima ferramenta para imergir o máximo possível nos fantásticos mundos virtuais criados pela Rockstar e com o GTA V isso se tornou bem mais fácil.
Embora eu tenha jogado o título no PlayStation 3 na época do seu lançamento, sempre tive vontade de ver como ele ficou nos consoles mais modernos ou no PC e nos últimos dias finalmente consegui fazer isso. O que eu não imaginava era o quanto seria divertido revisitar San Andreas, relembrar algumas das histórias criadas pela desenvolvedora e confirmar o quão fantástico é esse jogo.
Mesmo  que o meu computador não consiga rodar o Grand Theft Auto Vem todo o seu esplendor, já de cara pude perceber um salto de qualidade impressionante nessa plataforma. Com texturas mais bonitas, efeitos de iluminação mais realistas e sombras mais naturais, explorar Los Santos e seus arredores se tornou uma experiência muito mais prazerosa e intrigante, o que tem me feito parar a quase todo momento apenas para apreciar (e registrar) os belíssimos cenários.
Além disso, a Rockstar acertou ao adicionar a possibilidade de encararmos o jogo com uma visão em primeira pessoa, permitindo assim que a imersão seja ainda maior. É verdade que eu não tenho jogado assim por achar que a jogabilidade não fica tão boa quanto da maneira tradicional, mas sem dúvida é muito bom ter essa opção.

Contudo, o que realmente tem me encantado novamente no jogo são as muitas possibilidades oferecidas pela campanha principal, isso acontece desde a liberdade na escolha das missões que aceitaremos até a maneira como as executaremos. Numa delas, por exemplo, precisamos roubar uma joalheria e além de termos que escolher os comparsas que nos ajudarão, também podemos optar por fazer o serviço de uma maneira mais violenta ou usar a cabeça para executá-lo de uma forma, digamos, mais elegante.
Outra brilhante sacada por parte da Rockstar foi a decisão de contar a história principal usando três protagonista, mas ao invés de nos obrigar a seguir seus conflitos pessoais, o jogo brilha por nos permitir escolher quando e quem controlaremos, com os demais seguindo suas “vidas” enquanto não estamos por perto. Essa alternância pode ocorrer mesmo dentro de algumas missões, o que adiciona uma camada de estratégia muito legal e extremamente bem vinda.
Tudo isso faz com que o título seja praticamente um RPG de ação, onde caberá ao jogador decidir quais passos dará e como experimentará a história, o que além de proporcionar situações praticamente únicas para cada pessoa, ainda contribui enormemente para aumentar a imersão e a variedade.

No entanto, todo essa liberdade perderia muito do seu impacto se a desenvolvedora não tivesse dedicado grande parte da produção a cuidar dos detalhes. San Andreas é uma região fascinante, com cada canto exalando vida e nos passando a sensação de que sempre existe algo interessante a ser observado. No jogo as pessoas reagem de maneira razoavelmente realista não só às nossas ações, mas a tudo o que as cercam e para quem estiver interessado em apenas acompanhar o comportamento desses personagens, será possível presenciar as mais variadas situações.
Outro aspecto que ajuda a tornar o jogo ainda mais fantástico é o temperamento de cada protagonista, com Michael sendo o típico sujeito de meia idade em conflito com sua família; Franklin, fazendo o papel de bandido novato que, cansado de viver no subúrbio praticando crimes menores, busca uma vida melhor; e Trevor, sem dúvida o mais fascinante do trio. Embora esse último mereça um texto apenas sobre ele, basta dizer que ele é um verdadeiro psicopata, alguém que teve seu ingresso nas forças armadas negado e que poderia muito bem ser o centro de um filme do Tarantino.
Felizmente a Rockstar soube aproveitar muito bem as personalidades distintas dos protagonista para criar missões principais simplesmente incríveis, fazendo com que o Grand Theft Auto V nunca se torne cansativo e que sempre queiramos jogar apenas mais um pouco só para saber o que acontecerá a seguir.
E depois de tanto tempo passado dentro do jogo, me dei conta de que enquanto muitos apontam o dedo para a série e a classificam como uma formadora de assassinos, esse último capítulo (principalmente) tem o mérito de funcionar mais como uma enorme crítica social, um ataque aos costumes da sociedade americana e a tudo aquilo pela qual a franquia costuma ser acusada. Infelizmente algumas pessoas não conseguem enxergar isso, mas desde os protagonistas até as pessoas que os cercam, não é preciso fazer muita esforço para perceber o quão patéticas são suas vidas.
Por fim, preciso repetir o quão prazeroso tem sido revisitar essa obra de arte criada pela Rockstar, um jogo que pode ser classificado de muitas maneiras, mas não como uma obra que teve medo de ousar — seja na jogabilidade, seja no enredo — ou de jogar nas nossas caras todas as mazelas do famoso “American way of life”.

Fonte: meiobit


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